Tópico: CONTE AQUI SUA HISTÓRIA

Minha vida como ela é

Angela Teixeira | 07/09/2013

Meu nome é Angela,tenho 48 anos,tive poliomielite ainda quando criança,ando com ajuda de um aparelho ortopédico e uma bengala,mas de uns tempos para cá ganhei alguns quilos a mais,o que está dificultando um pouco a minha marcha,isso fez com que eu passe a fazer uso de uma cadeira de rodas o que está facilitando muito minha vida.Tive uma infância tranquila e feliz,minha mãe sempre ensinou meus irmãos a me respeitarem e a me aceitarem como sou,sempre fui super protegida por minha mãe,dai hoje o meu comodismo.Já passei por muitos momentos difícieis,mas sempre consegui superar todos.Em 87 conheci o grande amor da minha vida,aquele que me fez mulher e mãe ao mesmo tempo,mas que me abandonou no momento em que mais precisei dele,nesse momento me entreguei de corpo e alma ao meu filhote e nele encontrei forças para continuar seguindo em frente.Hoje meu filho está com vinte anos,é minha esperança de vida,minha alegria de viver,sei que com ele eu poderei contar sempre,assim como sei que posso contar com meus irmãos.Talvez eu não possa contar com todos,mas sei que poderei contar com uma em especial.Hoje minha maior tristeza é não ter meus pais aqui comigo,me sinto sem chão,sem meu porto seguro,mas sei que diante de tudo isso a vida continua,posso até dizer que sou feliz com o que tenho e sou,só tenho muito o que agradecer a Deus.

SUPERAÇÃO

FRANCISCO JOSÉ DE SOUSA (SOARES) | 28/08/2013

Em janeiro de 2007 comecei a perder as forças nas pernas e dores na região lombar, comecei a fazer seções de fisioterapia, e não melhorava em nada, um médico amigo meu ortopedista me orientou a falar com um neurologista e esse me pediu que fizesse uma ressonancia urgente, recebei o exame e fui ao consultório, lá estava o tumor localizado na T8 a T11, graças a Deus Benigno, ele marcou de imediato a cirurgia, fiz a cirurgia no dia 11/07/2007, fique sem os movimentos do membros inferiores. Comecei então a fase de fisioterapia, hoje me encontro bem graças a Deus, tenho o apoio da minha família, sou casado, tenho dois filhos maravilhosos e uma esposa que é tudo para mim, tenho muito que agradecer a todos que me ajudam, sou funcionário publico municipal, trabalho da 8:00 às 13:00 todos os dias, venho na minha cadeira de rodas, não tenho dificuldade nenhuma, a vida segue sobre quatro rodas.
Abraços a todos.
fj_sousa@ig.com.br

Braúna

Carina | 30/07/2013




Olá! Eu sou Carina. Carina Braúna. As pessoas adoram meu nome, dizem que é nome de doutora, de gente chic. Mas, eu não sou doutora, pelo menos não ainda, e muito menos chic.não sou um ser extraordinário e também não tenho super poderes Sou apenas uma pessoa normal com uma pequena peculiaridade que me motivou a escrever essa história (o meu nome não tem nada a ver com isso!). Além do mais, essa peculiaridade não se materializou na forma de monstro de sete cabeças, como vêm a mente de muitas pessoas instantaneamente. Também não vou mentir que é algo simples e insignificante. Porém, acho que tudo na vida pode ser adaptado para o bem se vacê olha para além do problema que está vivendo.
Sem mais rodeios. Eu tive um AVC isquêmico, cujo endereço foi o tronco cerebral. Ah! A rua se chama ponte. O cérebro é composto por um montão de células nervosas, conectadas umas às outras e responsáveis pelo controle de todas as funções do corpo. Falar, andar, respirar,etc.. É como se ele fosse uma empresa com vários departamentos. Cada um com a sua responsabilidade. Ele tem três componentes estruturais principais: os grandes hemisférios cerebrais (aquilo que parece uma couve-flor partida ao meio), o cerebelo, menor e com formato meio esférico, e o tronco cerebral.
Muito basicamente, os hemisférios cerebrais são responsáveis pela inteligência e pelo raciocínio. Enquanto, o tronco encefálico, formado pelo mesencéfalo, pela ponte e pela medula oblonga, conecta o cérebro à medula espinal. Portanto, normalmente, você pensa em mexer a perna, por exemplo, a couve-flor processa a informação, o tronco transmite pra medula que faz o músculo responder e a perna mexer.
Partindo desse fato, dá para imaginar que eu fiquei tetraplégica. Se eu me recuperei¿ Não. Não, completamente. Tenho 25 anos e depois de seis anos de terapias de todas as áreas possíveis (fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, hidroterapia...) chatas e tão generosas, eu adquiri alguns poucos movimentos. Pequenos detalhes fazem uma diferença enorme quando você os perde e ganham um valor incalculável se você os recupera novamente. E foram esses movimentos Ainda que ínfimos, proporcionaram a mim atender muitas necessidades. Este depoimento agora mesmo eu digito só utilizando o dedo mindinho da minha mão esquerda (e meu movimento de punho também!). Santa terapia ocupacional! Tudo do lado esquerdo, já que a minha lesão na ponte foi levemente situada mais para a esquerda e as informações processadas na couve-flor, cruzam. Em outra palavras, se houver uma lesão na metade direita do cérebro, na área correspondente ao movimento da mão, por exemplo, teremos uma diminuição da força da mão esquerda. Os neurologistas podem explicar melhor. O fato é que meu lado direito é muito mais preguiçoso e displicente. Não importa. Serei canhota por tempo indeterminado. Os destros que me perdoem, mas dizem que os canhotos são mais inteligentes. Coincidência ou não, Beethoven era, Michelangelo também.

Eu também fiquei muda. Pessoas com AVC de tronco cerebral muito comumente desenvolvem afasia. Dificuldade pra falar. Os médicos tem o mau hábito de usar um vocabulário dificil pra tentar explicar as coisas e acabam confundindo ainda mais as pessoas. Essa dificuldade na fala é grande parte devido à fraqueza dos meus músculos da face. Disartria. Acho que é assim que chama. Coisa horrível ficar sem se comunicar. Mas, eu me comunico. Não é a mesma coisa, eficaz, e rápida. Na verdade, essa é a parte que mais incomoda. No entanto, melhor do que engolir palavras, muitas vezes tão intragáveis e amargas, uso uma prancha de comunicação alternativa.
E eu vou finalizar isso aqui. Já tá cansativa né?
Então; eu voltei pra universidade. Estou terminando o curso de Farmácia[espero]. Fui até selecionada agora para um projeto de vigilância em saúde. Eu nem falei que eu digito. Pois é. Só com o meu mágico dedo mindinho. Lógico que preciso de adaptação. O mouse é maior. Teclado virtual. Um programa chamado Eugénio, eu aperto uma tecla e ele já prediz a palavra. Genial, maravilhoso, tudo de bom.
Saio com meus amigos. Poucos em número, mas de infinita qualidade [adoro pizza com a turma]. Cinema. Shows.
E assim, apresento-lhes a vida, A minha vida. Essa danada que apronta tantas peripécias. Que te dá uma rasteira, te deixa no chão e ainda olha pra trás e grita – Te vira! Parece ser a mesma que te mostra o caminho para achar todas as saídas. O problema é que quase nunca as enxergamos quando estamos presos a um labirinto. Ficamos rodando e rodando desesperados. Griitamos por uma ajuda que nunca chega. Choramos, sem esperança. E esse tormento poderia ter acabado há tanto tempo se a gente lembrasse que existe um farol permanentemente aceso dentro da nossa cabeça. Sim! Se a consciência existe, pelo menos 70% dos seus problemas físicos estão resolvidos. Físicos. Os psicológicos são bem mais complexos de decifrar, entender e, ainda mais de resolver. Ao longo dos anos, eu percebi isso. O maior problema das pessoas. A grande limitação. A pedra no meio do caminho. É tudo imposto por nós a nós mesmos.
E não dá pra esquecer de mencionar uma palavrinha mágica. Deus. Ou melhor, uma frase (afirmativa!): amor de Deus. Isso mesmo queridos, não é clichê. Acontece que quando nos sentimos amados, brota um estímulo tão grande. Um impulso. Uma vontade de viver. E não há como negar que esse amor duradouro, completo e (o melhor) de graça. Tem que ser de Deus.
Enfim, se a vida lhe deu um limão, faça uma limonada (isso sim é clichê). Mas, se esse limão estiver seco, duro. Então, faça, sei lá, um doce da casca desse limão! Importante é domar as adversidades. Deixá-las quietas não, mas susceptíveis à modificações.

Um de minha história

Jaqueline Carlos dos santos | 26/07/2013

Moro no Parque Parque Piauí Teresina com minha família, tenho hidrocefalia desde 2 anos de idade e para resolver meu problema uso válvula.

Acidente de moto em 24 de Abril de 2011.

Adelicio Andre | 06/02/2012

Eu sou ADELICIO ANDRE, Quando eu me acidentei tinha 19 anos, hojé tenho 20 anos, era um rapaz que gostava muito de trabalhar e sempre que tinha oportunidades ia pra balada com os meus colegas. Em 2009 sair da minha cidade natal São Francisco de Assís - PI pra São Paulo a procura de emprego, trabalhei um ano e dois meses, cheguei aqui no piauí em outubro de 2010,passei 8 meses, no dia 29 / 04 estava de volta a São paulo, más não foi bem assim, eu me planejei de um jeito e deus de outro. No dia 24 de Abril de 2011 sair com destino a uma festa na localidade Arapuá juntamente com os meus colegas, pedir que eles me esperassem em um determinado lugar até as 9 : 00 hs da noite que eu iria pegar uma menina em um determinado lugar, más ela não veio, e quando eu cheguei no lugar marcado os meus colegas já tinha saido,pois já tinha ultrapassado o horário marcado. E ali tinha um bar, estava chovendo e por ali eu fiquei tomando umas esperando a chuva passar. Quando a chuva passou sair numa velocidade, em uma estrada que é muito escorregadia, não passa ninguém quando chove, e eu parece que meu destino era aquele mesmo, sair em alta velocidade por volta das 12:00hs da noite min acidentei, foram me encontrar só as 7;00hs da manhã do dia 25/04, dai me levaram a São Francisco de Assis apenas respirando, de lá trouxeram até Simplicio Mendes, passei até as 2:00hs da tarde dai pra Teresina, diretamente pra o hospital de urgência de teresina (HUT), fui atendido as 7;00hs da noite, mais não o básico só um paliativo, vendo que não teria como, me colocaram na UTI na terça por volta das 12:00hs da noite do dia 27, passei 26 dias , vim acordar quando estava nos 17 dias, dai passei 2 meses e 15 dias nas enfermárias, muito sofrimento, tive alta no dia 04 de julho de 2011. Pouco me movimentava, alimentando através de sonda, com sonda urinária, fui entubado,traqueostomizado. Dai que conheci o Dr.Jean fisioterápeutico no HUT e ele me encaminhou para a Faculdade NOVAFAPI pra poder fazer fisioterapia, agente enfrentando muitos problemas financeiros, moramos em uma pensão por um més, com muita dificuldade no transporte para vim até a faculdade NOVAFAPI. Dai a minha familía resolveu pedir ajuda ao nosso prefeito que alugasse uma casa nas proximidades da faculdade pra que ficasse melhor o acesso, e ele aceitou e hoje eu já me recuperei bastante, conseguir uma vaga no CEIR, espero em deus que vou me recuperar mais ainda, perdi a minha vóz, não ando, más com a graça de deus estou voltando a falar e recuperando aos poucos. Numca desista, persista sempre, pois deus nos ajuda pra que agente continue a viver a nossa vida. E u agradeço a deus e a minha familía e a todos que me ajudou e tem batalhado muito por minha recuperação. Só no final do ano 2011 que retornei a minha casa para passar uns dias, pois já fazia 08 meses que tinha saido da minha casa, fiquei muito feliz pois recebi a visita de muitos amigos e familiares.

Re:Acidente de moto na PI BR 316 em 16 de julho de 2010

Mauricio | 08/03/2012

Olá, me chamo, Mauricio moro em Demerval Lobão interior da capital, sou músico profissional, prof, de música, e tocava na noite. Tinha uma vida normal como qualquer trabalhador que tem suas obrigações, nunca gostei de farras bebidas, em fim o que gostava mesmo era do meutrabalho, tocar meu instrumento e junto com ele tocar minha vida.
Sempre soube que viver é um risco, um certo dia da semana como era de custume sair pra trabalhar, no dia 16/07/2010, por volta das 19h e 50m, saia eu e meu irmão(Mauro) cada um em suas motos sequindo rumo a teresina na PI BR 316, e chegando em frénte ao parque de vaqueijada arocha o nó resolvi completar o tainque da minha moto no posto são Raimundo mais conhecido como posto do (júnco) próximo ao posto da chesf II, chegando em frente ao posto por volta das 20h e 20m, parei no acostamento da BR e em seguida meu irmão também parou atrás, fiquei parado uns 5m, olhando pra todos os lados e pra frente do posto, e não ví nada quando resolvi da partida na moto, não ví um carro que vinha em alta velocidade me jogando uns 15 a 20 mts de distância tirando qualquer possibilidade de defesa, no momento do impacto estava com meu instrumento nas costa que se quebrou toudo, tive muita sorte pois no momento da colisão fiquei desacordado em seguida ia passando um médico, o nome não lembro que prestou os primeiros socorros, o samu foi muito rapido com o atendimento, chegando no HUT fui logo atendido, tive lesão medular na c6 e c7, comprimindo a T8, fiquei uns 10 dias no HUT, logo me transfiriram para o HGV, onde o sofrimento foi grande, fui perdendo todos os movimentos do corpo fiquei sem voz não falava fui traqueostimizado, colocaram uma trasão pulxando minha coluna com galões cheio d´agua com uns 19lts pulxando minha coluna, tomava morfina e tramol de 5h e 5h, e muitas vezes não eliminavam minhas dores, fiz duas cirugias, fiquei mais de três meses internado, as cirugias demoraram muito para serem realizadas, cheguei em casa sem movito, só movia os olhos e a boca e sentia muita dor no corpo todo, fiquei mais de um ano sem tratamento, estou com quatro meses que estou no CEIR, hoje estou melhor, já estou conseguindo fazer muitas coisas que antes não conseguia fazer

Minha História

Silvana Miranda | 18/09/2011

Nasci em um sítio em Novo Nilo, município de Teresina. Sou a quarta filha de seis irmãos. Naquela época a vacinação contra a pólio era a partir dos seis meses de idade e era aplicada em casa. Infelizmente ou felizmente, quem pode saber, quando passaram lá em casa eu tinha apenas seis dias de nascida e não pude receber a vacina. Aos oito meses adquiri o vírus da pólio. Passei por muitos tratamentos de reabilitação, até que os médicos informaram a meus pais que nada me faria andar. Vivi minha infância como toda criança brincando de acordo com minhas limitações. Sempre fui muito superprotegida por minha família o que de certa forma me prejudicou pois por algum tempo me acomodei. Estudei, me formei em Filosofia. Participei da Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes- FCD onde comecei a entender que deveríamos nos unir para lutar pelos nossos ideais. Depois passei a fazer parte da Associação dos Deficientes Físicos de Teresina- ADEFT. Lá tivemos muitos avanços e conquistas em prol das PCDs. Em 2005 fundei, junto com uma amiga, a Associação dos Cadeirantes de Teresina- ASCAMTE com o objetivo de defender os direitos desse segmento que tem especificidades diferentes das outras deficiências. Enfim, o que se pode dizer de tudo isso é que não devemos desistir diante das dificuldades pois a vida é bem melhor que isso.

Um abraço!!!!!!!!!!

Minha História...

Derivaldo Júnior | 15/09/2011

Oi tudo Bom?me chamo Júnior tenho 24 anos e sou Paraplegico.sou Natural de Picos-pi e com 18 anos de idade resolvi entrar nas forças Armadas em Brasília-df,durante o tempo de serviço recebi promoção á Cabo na Função de motorista do comandante do exercito,,com os passar dos anos cansei da vida de militar e senti muitas saudades dos meus pais e resolvi deixar toda vida de milico em 01 de março 2010 e retornei para minha cidade,Picos-pi.
Desempregado,resolvi pegar o caminhão do meu pai e trabalhar carregando frutas e verduras,ao vim da bahia,resolvi abastecer meu caminhão em Um posto de gasolina as 19 horas,,enquanto o bombeiro estava abastecendo fui URinar atras do caminhão<enquanto isso veio o segurança do posto falando altos palavroes desapropriados comigo e que se não parasse de mijar ia me matar,,,chmaei ele de mal educado,daí quando virei as costas,,ele me deu um tiro bem no torax direito,,,hoje tenho uma lesão na região t-10,,,

Recuperação,,

Com o passar dos meses vi que não queria ficar em cama,tinha que procurar algo pra me fazer bem,,tinha que levantar minha alta estima,foi quando resolvi procurar locais para reabilitação e foi onde eu conheci o hospital Sara kubisheck em fortaleza..


Hoje em dia,me sinto bem melhor!!tendo não lembrar do que aconteceu e só tem pensamentos para meu futuro,,,sou um cara feliz e tendo a dia conquistar os meus obstaculos!

Add aí,,,gato_picoense@hotmail.com

história da minha familia

solange | 23/01/2013

Meu nome é solange, moro em São Mateus no ES. Ha quase dois anos meu marido foi vitima de uma bala perdida na T10 e ficou paraplégico. Estamos passando por ~uma situação dificil, pois ele ñ sabe fazer nada porque ainda ñ fez a reabilitação devido a uma escara que esta demorando a cicatrizar. todos os dias tenho procurado ajudar ele de todas as formas no seu dia adia, mostrando para ele a familia linda que nós temos e tentando tirar o foco dele do problema e mostra que a vida continua.ESTOU CM ELE PARA O QUE DER E VIER..... porque juntos somos mais fortes...

Minha história

Enilo gomes | 21/08/2011

Oi tudo bom?! Me chamo Enilo, tenho 35 anos e sou paraplégico. Morava em São Paulo a 15 anos, mas todos os finais de ano eu passava minhas férias em Chaval-CE e hoje eu moro em Parnaíba. Em minhas férias de 2008, um dia antes de voltar para São Paulo eu aluguei uma moto e tinha ingerido bebida alcoólica, levando assim um acidente, o qual me deixou paraplégico. Já passei por seis cirurgias, que com muita força consegui superar cada uma delas. Minha vida mudou muito depois de tudo isso, pois passei a conhecer mais a Deus e sentir o verdadeiro Amor dele por mim. Participo do grupo da Renovação Carismática Católica de Parnaíba, onde fiz grandes Amizades, as quais me ajudam muito principalmente para estar lá todos os domingos. Aprendi a tocar violão para em breve ser servo do ministério de música. Concluindo, posso dizer que sou muito Feliz, porque Deus está comigo em todos os momentos, a me ajudar, proteger e dar forças e coragem para enfrentar os obstáculos.
Que Deus possa nos abençoar mais ainda a cada dia!
Abraço!

Minha Historia

Antonio josé de Sousa Almeida | 17/08/2011

Meu nome é Antonio José tenho 44 anos a 24 anos atras sofre um acidente de transito passei 1 ano enternado no Hopital Getulio Vargas tive lesao medular des de entao sou caderante e era casado e depois do acidente eu me separei,moro com meus pais tive que me adapitar as minhas condiçois da minha nova vida gostava de ir as festas,dançar e depois do meu acidente eu tive deixar essa rotina vou aos shuw com meus amigos,nos shuw fico em somentes em lugares apropiados a minha deficiencia,no começo da minha deficiencia nao podia ir a lugar nenhum por causa da falta de acecibilidade e de uns tempos pra cá eu fui me acostumando com a minha deficiencia no começo meu pai ia fazer tudo pra mim,depois eu conheci o carro pra nós deficientes e depois eu mesmo comecei a fazer minhas proprias coisas como tira meu dinheiro ir ao shopping ir para casa de colegas conhecidos.
Me consulto de mes em mes,as vezes a minha doutora passa alguns exames para saber como e que eu estou,fiz uma busca para pedir uma cadeira motorizada por causa das minhas condiçoes passou alguns meses e ganhei a cadeira motorizada e logo depois soube que tinha chegado Ônibus adapitado (São Cristovão e Miguel Rosa) e ai eu comecei a andar no centro para pagar minhas contas.

E hoje eu posso dizer que eu sou feliz mesmo com as minha condição fisica,e também aprendi que mesmo com a minha deficiencia eu posso fazer muitas coisas e voce que tambem sofre com essa deficiencia nao desista de seus sonhos,seja feliz aproveite o massimo possivel de sua vida.
ENDEREÇO:Renascença 1 Q-27 C-17
CEL:9425-7856 ou 9957-7857
TEL:3236-1393

PARA REFLEXÃO...

BEBETO D'ASSIS | 06/08/2011

*O ACIDENTE:

MEU NOME É BEBETO. CONGREGO NA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS – MINISTÉRIO DO GUARÁ I – DISTRITO FEDERAL. SOU DIÁCONO E LEVITA DA CASA DO SENHOR.
EU NÃO POSSO DEIXAR DE FALAR ACERCA DO QUE TENHO VISTO E OUVIDO DA PARTE DO SENHOR (AT. 4.20). AOS 16 ANOS SOFRI UM ACIDENTE (UM MERGULHO DE PONTA CABEÇA) NA PRAIA DA REDINHA – NATAL / RN, NO QUAL ME DEIXOU TETRAPLÉGICO CADEIRANTE.
NO DIA 01/06/1980, COMO ERA DE COSTUME, ESTAVA EU E MEUS IRMÃOS JOGANDO BOLA NA PRAIA E NEM PASSAVA PELA MINHA CABEÇA QUE AQUELE DIA IRIA FICAR MARCADO PARA SEMPRE NA MINHA VIDA. AO RETORNAR À MINHA CASA, APÓS IR À PRAIA, AO ME DIRIGIR À PARADA DE ÔNIBUS NO RETORNAR A MINHA CASA, ENCONTREI UM GRUPO DE AMIGOS QUE ME CONVIDOU PARA DAR UNS MERGULHOS NUM LUGAR CHAMADO “TRAPIXO”, UM CAIS, ONDE BARCOS PESQUEIROS ANCORAVAM QUANDO VINHAM DA PESCA.
AO CHEGAR LÁ, TODOS SENTARAM NUMA MURETA, QUE TINHA AO LADO. TIREI MINHA CAMISETA, OLHEI PARA ÁGUA E DISSE: “SEJA O QUE DEUS QUISER!” MERGULHEI. BATI COM A CABEÇA VIOLENTAMENTE NO FUNDO. NÃO SENTI DOR ALGUMA. APENAS ESCUTEI UM BARULHO MUITO FORTE, COMO SE HOUVESSE UMA EXPLOSÃO. TENTEI ME LEVANTAR DA ÁGUA, MAS NÃO CONSEGUI, POR MAIS QUE EU COLOCASSE FORÇA. SOMENTE DUAS PESSOAS SABIAM O QUE SE PASSAVA NAQUELE MOMENTO COMIGO: EU E DEUS. OS COLEGAS FICARAM CONVERSANDO E NEM IMAGINAVAM QUE EU ESTAVA AGONIZANDO DEBAIXO DA ÁGUA, COM O PESCOÇO QUEBRADO.
O TEMPO FOI PASSANDO: UM MINUTO, DOIS MINUTOS... EU SEMPRE TESTIFICO QUE HOUVE UM MILAGRE NA MINHA VIDA NAQUELA HORA, POIS EU CALCULO TER FICACO UNS TRÊS MINUTOS DENTRO DA ÁGUA SEM RESPIRAR. HOJE NÃO CONSIGO PRENDER O FÔLEGO UM MINUTO. ALI LUTEI PARA NÃO ENGOLIR ÁGUA, POIS SABIA SE ISSO ACONTECESSE, MORRERIA.
ONDE TENHO PASSADO E TESTEMUNHADO, EU FALO O SEGUINTE: “A MAIORIA DAS PESSOAS QUE ESTÃO DISTANCIADAS DO EVANGELHO QUANDO MORREM OU QUANDO PASSAM POR UMA SITUAÇÃO REAL DE MORTE, MESMO ELAS TENDO OPORTUNIDADE, ESTAS NÃO CONSEGUEM SE RECONCILIAR COM O SENHOR. NÃO SE ESPANTE COM ESSA AFIRMATIVA, POIS VIVI NA PELE ESSA EXPERIÊNCIA. NAQUELA HORA DE AGONIA, EU TENTAVA APENAS SOBREVIVER E EM NENHUM MOMENTO PENSEI EM DEUS. ESTAVA MORRENDO E NÃO SABIA O QUE SE PASSAVA COMIGO. NÃO PENSEI NO CÉU NEM NO INFERNO. APENAS, PENSEI QUE IA MORRER”. QUANDO EU IA ENGOLIR ÁGUA, SENTI O AR NOVAMENTE... ERAM MEUS COLEGAS QUE ESTAVAM ME RETIRANDO DE DENTRO DA ÁGUA.
PELO FATO DE NÃO TER HAVIDO FRAURA EXPOSTA OU SANGRAMENTO, FUI CONDUZIDO POR ESTES DE FORMA INADEQUADA, MOTIVO QUE AGRAVOU MEU ESTADO FÍSICO. FUI SOCORRIDO POR UMA VIATURA DA POLÍCIA MILITAR, A QUAL ME LEVOU PARA O HOSPITAL VALFREDO GURGEL, ONDE FUI SUBMETIDO A EXAMES, CUJO DIAGNÓSTICO CONSTATOU UMA LESÃO MEDULAR NA QUINTA VÉRTEBRA DA COLUNA CERVICAL. ATÉ ENTÃO, EU NÃO SABIA O QUE ESTAVA SE PASSANDO COMIGO.
INFORMARAM A MINHA FAMÍLIA O OCORRIDO, NA QUAL SE DIRIGIU RAPIDAMENTE PARA AQUELE HOSPITAL. MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS, DESESPERADOS, OUVIRAM DO MÉDICO O SEGUINTE DIAGNÓSTICO: “SEU FILHO, SE NÃO MORRER, VAI FICAR LOUCO OU VAI TER QUE USAR UM APARELHO NO PESCOÇO PARA O RESTO DA VIDA, FORA A CADEIRA DE RODAS”. ALI SE CONFIGURAVA UMA NOVA FASE DE NOSSAS VIDAS E ERA UMA GRANDE INCOGNITA, POIS NÃO SABÍAMOS O QUE O FUTURO NOS RESERVAVA.

*NO HOSPITAL:

DEPOIS DE FAZER TODOS OS EXAMES, OS QUAIS CONFIRMARAM A LESÃO MEDULAR NA QUINTA VÉRTEBRA DA COLUNA CERVICAL, OS MÉDICOS DECIDIRAM ME OPERAR. SERIA UMA CIRURGIA MUITO COMPLICADA, POIS IRIA MEXER DIRETAMENTE COM MINHA COLUNA. APÓS DOIS DIAS NA UTI FUI TRANSFERIDO PARA UMA ENFERMARIA NO QUINTO ANDAR, ONDE ME COLOCARAM NUMA CAMA COM UM COLCHÃO D’ÁGUA.
NAQUELE DIA COMEÇOU A PEREGRINAÇÃO DE PARENTES E AMIGOS AO HOSPITAL, FATO QUE DURARIA QUATRO LONGOS MESES.
MEU PRIMEIRO CONTATO PÓS-ACIDENTE FOI COM MINHA TIA E MINHA IRMÃ. MINHA MÃE NÃO TEVE CORAGEM DE IR AO HOSPITAL NO PRIMEIRO DIA DE VISITAS. EU NÃO SABIA O QUE ESTAVA ACONTECENDO COMIGO AINDA. SÓ SABIA QUE EU ESTAVA TOTALMENTE PARALIZADO. SENTIA APENAS UM FORMIGAMENTO CONSTANTE EM TODO MEU CORPO, O QUAL SINTO ATÉ HOJE. EU APENAS PODIA OUVIR E IMAGINAR O QUE SE PASSAVA AO MEU REDOR, POIS NÃO PODIA, SE QUER, OLHAR PARA OS LADOS, SOMENTE O TETO. NESSE ENCONTRO COM MINHA TIA FOI MUITO EMOCIONADO, ONDE CHOREI BASTANTE, E REPETINDO TODO O TEMPO: “EU ESTOU AQUI PORQUE DESOBEDECI MINHA MÃE”. MESMO EMOCIONADAS, ELAS ME CONFORTARAM.
OS DIAS FORAM SEGUINDO. AOS POUCOS, AQUELE CLIMA INICIAL, FOI SENDO SUPERADO. UM FENÔMENO INTERESSANTE COMEÇA A SE CONFIGURAR, POIS, MESMO SEM SAIR DA MINHA ENFERMARIA, OUTROS PACIENTES, À NOITE, VINHAM ME VISITAR. POR EU TER NECESSIDADES PERMANENTES, MINHA MÃE CONSEGUIU UMA AUTORIZAÇÃO ESPECIAL DO HOSPITAL PARA EU TER UM ACOMPANHANTE 24 HORAS.
QUANDO CHEGOU AOS SESSENTA DIAS DE INTERNAÇÃO, MEU MÉDICO DETERMNOU QUE EU DEVERIA SENTAR, PORQUE JÁ TINHA RECUPERADO UM POUCO DOS MOVIMENTOS E A SENSIBILIDADE DOS BRAÇOS. A PRINCÍPIO, PUSERAM-ME SENTADO NO PRÓPRIO COLHÃO D’ÁGUA, ONDE FIQUEI CINCO MINUTOS NAQUELA POSIÇÃO. SENTI-ME MUITO MAL, POIS TIVE SENSAÇÕES DE DESMAIO E ÂNSIA DE VÔMITO. NA SEGUNDA TENTATIVA, NO DIA SEGUINTE, PUSERAM-ME, DESSA VEZ, NUMA CADEIRA DE RODAS. NAQUELA HORA, PENSEI QUE IRIA MORRER, POIS ALÉM DAS SENSAÇÕES CITADAS ANTERIORMENTE, EU FIQUEI TOTALMENTE CEGO, FATO QUE DUROU ALGUNS MINUTOS, PARA O MEU ALÍVIO. DAÍ POR DIANTE, PASSEI A SENTAR DIARIAMENTE, MOTIVO DE EU TER SIDO ACOMETIDO POR UMA ESCARA (FERIMENTO NAS NÁDEGAS). A CONSEQUÊNCIA DISSO FOI “MAIS TEM DE CAMA”.
RECUPERADO DO FERIMENTO, VOLTEI A SENTAR COM MAIS FREQUÊNCIA. JÁ TINHA SE PASSADO SESSENTA DIAS.
APÓS QUATRO MESES INTERNADO, DEPOIS DE FICAR DOIS MESES CONSECUTIVOS DEITADO NAQUELE COLCHÃO D’ÁGUA, SER ACOMETIDO POR ESCARAS (NÁDEGAS, COTUVELOS E CALCANHARES), DUAS INFECÇÕES ESTOMACAIS E OUTRAS COMPLICAÇÕES, CHEGOU A HORA DA ALTA. TERIA QUE SER UM MOMENTO DE ALEGRIA PARA MIM, MAS NÃO FOI. EU DESEJAVA FICAR NAQUELE HOSPITAL. APESAR DE TUDO, NÃO QUERÍAMOS SABER DE DEUS.

*O RETORNO PARA CASA:

EU SAÍ DE CASA DIA 01/06/1980, POR VOLTA DAS 10H DA MANHÃ E NÃO SABIA QUE IRIA RETORNAR QUATRO MESES DEPOIS. SAÍ CAMINHANDO COM MINHAS PRÓPRIAS PERNAS E VOLTEI CARREGADO. A MINHA CASA ESTAVA REPLETA DE PESSOAS.
NO HOSPITAL TINHA TODO UM ATENDIMENTO ESPECIAL E, AGORA, ESTAVA NUM LUGAR TOTALMENTE ADVERSO E ESTRANHO PARA MIM.
INICIAR, AGORA, UMA ROTINA SERIA TÃO DIFÍCIL QUANTO ÀQUELA QUE MANTINHA ANTERIORMENTE NO HOSPITAL. O PRIMEIRO PASSO FOI PROVIDENCIAR UM COLCHÃO D’ÁGUA, POIS LÁ ERA MUITO QUENTE E OUTRO TIPO DE COLCHÃO PODERIA PROVOCAR ESCARAS EM TODO MEU CORPO. O SEGUNDO PASSO ERA CONSEGUIR UMA CADEIRA DE RODAS. O TERCEIRO PASSO ERA PROVIDENCIAR UM TRATAMENTO DE FISIOTERAPIA. AS COISAS FORAM SE ESTABELECENDO AOS POUCOS, NA MEDIDA DO POSSÍVEL.
JÁ PROVIDENCIADOS OS DOIS PRIMEIROS ITENSZ, AGORA TINHA QUE TER UMA CADEIRADE RODAS. PARA ISSO, MINHA MÃE PROCUROU A LBA (LEGIÃO BRASILEIRA DE ASSISTÊNCIA), UMA INSTITUIÇÃO ASSISTENCIALISTA DO GOVERNO, EXISTENTE NA ÉPOCA. QUANDO ESSA CADEIRA DE RODAS CHEGOU EM MINHA CASA, ELA TEVE UMA CRISE DE CHORO, POIS NÃO ACEITAVA A MINHA CONDIÇÃO FÍSICA. ENTÃO, DECIDI DOÁ-LA. PARA MIM, TODA AQUELA SITUAÇÃO ERA NORMAL. QUER DIZER, DEUS ESTAVA TRABALHANDO EM MEU CORAÇÃO. EU ENTENDIA QUE EU TINHA QUE CONFORTAR MINHA FAMÍLIA. OU SEJA, EU PERCEBIA A ANGÚSTIA CONTIDA NELA POR MINHA CAUSA. HOJE COMPREENDO QUE AQUELA MINHA INDIFERENÇA, EM RELAÇÃO A MINHA DEFICIÊNCIA, ERA REALMENTE O TRABALHAR DE DEUS.
EU RECEBIA MUITAS VISITAS. QUEM IA ME VISITAR, SEMPRE VOLTAVA E TRAZIA OUTRO CONSIGO. EU DESPERTAVA NAS PESSOAS OS MAIS DIVERSOS SENTIMENTOS: AMOR, PENA, FORÇA, MOTIVAÇÃO ETC. PORÉM, OCORREU UM FATO QUE ME MARCOU MUITO. CERTA VEZ, RECEBI A VISITA DE UMA JOVEM, QUE VEIO ME VER OUTRAS VEZES. UM DIA A SUA TIA CHEGOU EM MINHA CASA E, SEM MAIS NEM MENOS, ME VEIO COM UMA CONVERSA DESSE TIPO: “A MINHA SOBRINHA É MUITO VAIDOSA E GOSTA DE USAR ROUPAS CARÍSSIMOS, BLÁ, BLÁ, BLÁ”. EM PRINCÍPIO, ACHEI ESTRANHO AQUELE PAPO. PORÉM, NÃO DISSE NADA. MAIS TARDE, EU ENTENDI QUE AQUELA GOROTA TINHA DISPERTADO ALGUM SENTIMENTO POR MIM, O QUAL PODERIA, TALVEZ, DAR EM “NAMORO”. PARA NÃO CORRER ESSE PERIGO, SUA TIA VEIO ME DAR AQUELE RECADO. A GAROTA SUMIU. MAS ISSO, TAMBÉM NÃO ME ABALOU. NÓS JÁ ESTÁVAMOS NO MÊS DE NOVEMBRO DE 1981.
QUANDO CHEGOU O MÊS DE DEZEMBRO TOMAMOS UMA DECISÃO: IRÍAMOS EMBORA PARA BRASÍLIA. COMO MEU PAI JÁ ESTAVA LÁ COM TRÊS IRMÃOS MEUS TRABALHANDO, CHEGAMOS A CONCLUSÃO QUE SERIA MELHOR NÓS IRMOS. O PROPÓSITO NÃO ERA APENAS DE FICAR TODOS JUNTOS, MAS SIM, DE EU FAZER TRATAMENTO NO HOSPITAL SARAH KUBITSCHEK.
FINALMENTE, CHEGOU O DIA DE PARTIR PARA BRASÍLIA. ISSO ERA DIA 20/12/1980. VIAJEI DE AVIÃO, JUNTAMENTE COM MINHAS IRMÃS. O RESTANDO DA FAMÍLIA IRIA NO FINAL DESSE MÊS. APESAR DE TUDO, NÃO QUERÍAMOS SABER DE DEUS.

*EM BRASÍLIA:

A PRIMEIRA PROVIDÊNCIA AO CHEGARMOS A BRASÍLIA, FOI CONSEGUIR MARCAR UMA CONSULTA NO HOSPITAL SARAH KUBSTCHEK, FATO QUE OCORROU LOGO. JÁ ESTÁVAMOS NO MÊS DE FEVEREIRO DE 1981. PASSEI POR UMA JUNTA DE ESPECIALISTAS, OS QUAIS DERAM O MESMO LAUDO DO MEU PRIMEIRO MÉDICO.
EM SEGUIDA, INICIEI MEU TRATAMENTO DE FISIOTERAPIA. COMECEI A CONVIVER COM OUTROS PACIENTES, MÉDICOS, FISIOTERAPEUTAS, PSICÓLOGOS. ENFIM, A MINHA ROTINA ERA COM ESSAS PESSOAS, QUASE QUE DIARIAMENTE.
CERTO DIA, AO REGRESSARMOS DO HOSPITAL, A AMBULÂNCIA QUE NOS TRANSPORTAVA PARA FISIOTERAPIA, SE DESCONTROLOU, INVADIU O CANTEIRO CENTRAL DA PISTA E BATEU DE FRENTE COM UM POSTE DE FERRO. NAQUELE DIA ACONTECEU MAIS UM MILAGRE EM MINHA VIDA. EU ESTAVA SENTADO NA MACA DA AMBULÂNCIA, POIS AQUELE VEÍCULO ESTAVA LOTADO DE PACIENTES. ERA PARA TER SIDO UM ACIDENTE COM VÁRIAS VÍTIMAS FATAIS, MAS DEUS DEU O LIVRAMENTO. ISSO JÁ ERA O MÊS DE SETEMBRO DE 1981.
APÓS UM ANO E MEIO DE TRATAMENTO, A MINHA MÉDICA ME CHAMOU NUMA CONSULTA DE ROTINA E ME DISSE: “BEBETO, VOCÊ NÃO VAI MAIS ANDAR. SEU ESTADO ESTACIONOU. OU SEJA, VOCÊ NÃO VAI PIORAR NEM MELHORAR”. NÃO TINHA NECESSIDADE DELA ME TER FALADO AQUILO, POIS EU JÁ SABIA. E EU ESCONDI ISSO DA MINHA FAMÍLIA PARA NÃO FRUSTÁ-LA. ESTÁVAMOS NO MÊS DE ABRIL DE 1982.
APÓS O TÉRMINO DO TRATAMENTO DE FISIOTERAPIA, EU COM 18 ANOS, FUI VIVER A VIDA, DA MANEIRA MAIS NORMAL POSSÍVEL. JÁ NÃO EXISTIA MAIS AQUELE CLIMA DE ANGÚSTIA, DE AFLIÇÃO. PELO CONTRÁRIO, EXISTIA UM AMBIENTE NORMAL E PROCURAMOS VIVER DENTRO DESSA NORMALIDADE.




*“VIVENDO A VIDA”:

BEM. TERMINADO AQUELE PROCESSO DE TRATAMENTO NO HOSPITAL SARAH, A MINHA VIDA SE “ESTABILIZOU”, DENTRO DA MANEIRA DO POSSÍVEL. TÍNHAMOS MUITOS AMIGOS.
CERTO DIA RECEBI A VISITA DE UM AMIGO, O QUAL TRAZIA CONSIGO UM VIOLÃO. DESDE CRIANÇA EU GOSTAVA DE CANTAR. ESTE PROCURAVA MEU IRMÃO, POIS ELES ESTAVAM FAZENDO UMA MÚSICA. MEU IRMÃO NÃO SE ENCONTRAVA EM CASA. POR CURIOSIDADE, PEDI PARA AQUELE AMIGO TOCAR AQUELA MÚSICA. FOI NAQUELE MOMENTO QUE, EFETIVAMENTE, A MÚSICA ENTROU EM MINHA VIDA. MESMO NUMA CADEIRA DE RODAS, EU QUERIA VIVER. DEPOIS DAQUELE ENCONTRO, NOS ENCONTRAMOS DIARIMENTE, PORQUE ÉRAMOS VIZINHOS.
UM FATO MARCANTE ACONTECEU COMIGO, ESTÁVAMOS EM CASA, CANTANDO UMA DAS MÚSICAS QUE JÁ TÍNHAMOS COMPOSTO, QUANDO CHEGOU UMA VISITA QUE, AO ME OUVIR CANTAR, FICOU ESPANTADA, IMPRESSIONADA COM A PERFORMANCE DA MINHA VOZ. AQUELA SENHORA FEZ UMA SÉRIE DE OLOGIOS. EU FIQUEI ESPANTADO, POIS NUNCA TINHA RECEBIDO LISONJAS TÃO SINCERAS ACERCA DO MEU “TALENTO”. AQUELA PALAVRA, QUE PODERIA ENVAITECER-ME, VEIO COMO MOTIVAÇÃO PARA QUE EU CONTINUASSE A COMPOR E CANTAR E CHEGAR ATÉ HOJE. DEUS USA AS COISAS QUE NÃO SÃO PARA CONFUNDIR AS QUE SÃO.
MUITAS ÁGUAS PASSARAM DEBAIXO DA PONTE. NO DIA 06/02/1987, DEUS LEVOU MINHA MÃE. FOI UM DOS MOMENTOS MAIS DIFÍCEIS DA MINHA VIDA. JAMAIS EU PENSAVA QUE IRIA PERDÊ-LA. PASSADO O LUTO, CONTINUEI COMPONDO, CANTANDO, PARTICIPANDO DE FESTIVAIS DE MÚSICA ETC. NESSE ÍNTERIM, TIVE ALGUNS PARCEIROS DE MÚSICA. ESTÁVAMOS NO FINAL DA DÉCADA DE 80.

*CONHECI A DEUS E ANA MARIA:

DEUS MUDOU O MEU CARÁTER ATRAVÉS DA CADEIRA DE RODAS. ANTES, EU ERA UMA PESSOA DE POUCOS AMIGOS E PRESUNÇOSA. DEPOIS DO ACIDENTE, TORNEI-ME AMISTOSO E HOSPITALEIRO. E, A PARTIR DISSO, CONHECI MUITAS PESSOAS E, DENTRE TANTAS, AQUELA QUE TORNOU-SE MINHA ESPOSA.
TUDO COMEÇOU POR UMA SIMPLES CARTA. ELA, NOIVA COM UM RAPAZ NO RIO GRANDE DO NORTE E EU AQUI EM BRASÍLIA, SEM NENHUMA PRETENSÃO DE CASAR OU TER UM COMPROMISSO MAIS SÉRIO, DEVIDO ALGUMAS QUESTÕES, SENDO A PRINCIPAL DELAS, A MINHA SEXUALIDADE, QUE ERA UMA GRANDE INCOGNITA. A MÃE DE MINHA IRMÃ “DE CRIAÇÃO”, ERA VISINHA DA FAMÍLIA DA MINHA (FUTURA) ESPOSA. MINHA’ IRMÃ PEDIA PARA EU ESCREVER CARTAS PARA SUA MÃE, QUE MORAVA EM JARDIM DO SERIDÓ - RN. POR SUA VEZ, AQUELA QUE É HOJE MINHA ESPOSA, LIA E RESPONDIA-AS (POIS A MÃE DA MINHA IRMÃ ERA ANALFABETA). DEPOIS DE MUITAS CARTAS QUE FORAM E VIERAM, NOS TORNAMOS AMIGOS (EU E AQUELE QUE SERIA MINHA FUTURA ADJUTORA) E RESOLVEMOS TROCAR CORRESPONDÊNCIAS. NISSO, O TEMPO FOI PASSANDO, ATÉ QUE UM DIA, POR MOTIVOS DE FORÇA MAIOR ELE DEIXOU DE ME ESCREVER.
APÓS DOIS ANOS, EU RECEBI UMA CARTA DELA ME CONTANDO O SUCEDIDO NAQUELE ÍNTERIM. VOLTAMOS A REATAR AQUELA AMIZADE. AS CARTAS IAM E VINHAM. DEUS FOI TRABALHANDO. UM DIA, AO INVÉS DE VIR A CARTA, VEIO ELA.
APESAR DA RESISTÊNCIA DA MINHA FAMÍLIA, FOMOS MORAR JUNTOS. AS PESSOAS QUESTIONAVAM O FATO DE UMA MOÇA JOVEM E BONITA, “CASAR” COM UMA PESSOA TENDO MINHAS “CONDIÇÕES FÍSICAS”. QUANTO A MINHA SEXUALIDADE? GRAÇAS A DEUS QUE NUNCA TIVE PROBLEMAS. NÃO TEMOS FILHOS, PELO FATO DE EU NÃO TER EJACULAÇÃO. POR ALGUMAS VEZES TENTAMOS FAZER ENCIMINAÇÃO ARTIFICIAL, PORÉM NÃO LEVAMOS ADIANTE.
CERTO DIA À CONVIDEI PARA VISITARMOS UMA IGREJA EVANGÉLICA DE UM EX-PARCEIRO MEU, ATÉ QUE, APÓS OUTRAS VISITAS, NOS CONVERTEMOS AO EVANGELHO, GRAÇAS A DEUS. DEPOIS DE CINCO MESES DE NOSSA CONVERSÃO NOS CASAMOS. JÁ ESTÁVAMOS NO ANO DE 1992.

*A CAMINHADA MINISTERIAL:

APÓS UM ANO DE CONVERSÃO, DEUS ME CHAMOU PARA MINISTÉRIO DO LOUVOR. A PRINCÍPIO, SENTI UM POUCO DE RECEIO, POIS ERA NOVO CONVERTIDO E AINDA OLHAVA PARA MINHAS LIMITAÇÕES FÍSICAS. MAS O SENHOR, EM SUA PALAVRA, ME DISSE QUE ELE CAPACITAVA O HOMEM. ENTÃO, PUS O PÉ NA ESTRADA.
NO INÍCIO, TIVE MUITAS DIFICULDADES PARA CRIAR MÚSICAS GOSPEL, MAS COM O TEMPO, DEUS ME INSPIROU PARA COMPOR LOUVORES A ELE. DEPOIS DE UMA VIGÍLIA, DEUS ME DEU MINHA PRIMEIRA COMPOSIÇÃO, CUJO TÍTULO É “PALAVRAS DE GRATIDÃO”, QUE LEVOU O TÍTULO DE MEU PRIMEIRO CD. JÁ ESTÁVAMOS NO ANO DE 1995.
EM 1998, GRAVEI O SEGUNDO CD, INTÍTULO DE “VITÓRIA!”.
NO ANO DE 2000, FINALMENTE TERMINEI O ENSINO MÉDIO. LOGO DEPOIS, FIZ VESTIBULAR NUMA FACULDADE DO DF. PASSEI E GANHEI UMA BOLSA DE 100% PARA ESTUDAR. CONCLUÍ EM TRÊS ANOS O CURSO DE LETRAS PORTUGUÊS/INGLÊS).
APÓS ME GRADUAR, COMECEI A TRABALHAR COMO PROFESSOR DE INGLÊS (PROFESSOR CONTRATADO TEMPORARIAMENTE NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DF). PARA ISSO, COMO EU ERA APOSENTADO POR INVALIDEZ, TIVE QUE PROCURAR O INSS PARA SOLICITAR MEU RETORNO AO TRABALHO. ENTRETANTO, NA METADE DO SEGUNDO CONTRATO, NAQUELE ÓRGÃO DO GDF, COMECEI A SENTIR FORTES DORES NAS COSTAS, POR CONSEQUÊNCIA DO TEMPO EXCESSIVO NA CADEIRA DE RODAS, UMA MÉDIA DE 12 À 15H, UMA VEZ QUE MINHA CARGA HORÁRIA ERA DE 40H SEMANAIS NA ESCOLA, ALÉM DO TEMPO QUE EU PRECISAVA FICAR EM CASA DESENVOLVENDO PROCEDIMENTOS PARA APLICAR EM SALA, BEM COMO, LANÇANDO FREQUÊNCIA E NOTAS NO DIÁRIO. SOMANDO-SE A ISTO, O DESLOCAMENTO DE IR E VIR DA ESCOLA, DESENVOLVI UMA DOENÇA NA COLUNA LOMBAR CHAMADA “OSTEOFITOSE” E “ESCARAS” NA REGIÃO DO DECÚBITO QUE ME AFASTOU DO TRABALHO DEFINITIVAMENTE, SEGUNDO DIAGNOSTICOU O MÉDICO. POR ESSE MOTIVO, TIVE QUE VOLTAR PARA O INSS, NA CONDIÇÃO DE BENEFICIÁRIO DO AUXÍLIO-DOENÇA. ESTÁVAMOS NO FINAL DE 2007. POSTERIORMENTE, DOIS PERITOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL SOLICITARAM, ÀQUELE ÓRGÃO, MINHA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ, PEDIDO ESSE QUE FOI INDEFERIDO, COM A ALEGAÇÃO DE QUE EU PEDI O RETORNO AO TRABALHO (ESSE EPISÓDIO DARIA PÁGINAS E MAIS PÁGINAS, POIS EXISTE UM ERNREDO MUITO INTERESSENTE, DIGNO DE SER COLOCADO NUM LIVRO). ESSE FATO ME OBRIGOU A ENTRAR COM UMA AÇÃO NO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL. ESSE PROCESSO SE INICIOU, EM 2007 E TERMINOU EM 27.7.2011, QUANDO O JUIZ CONDENOU O INSS A CONVERTER O AUXÍLIO-DOENÇA EM APOSENTADORIA POR INVALIDEZ POIS, APESAR DE DOIS PERITOS DO INSS CONCLUIR QUE HOUVE AGRAVAMENTO DO MEU ESTADO FÍSICO, DEVIDO AO PERÍODO QUE TRABALHEI NA ESCOLA, ESSE ÓRGÃO SE NEGOU A RECONHECER A MINHA INCAPACIDADE LABORAL. A PRINCÍPIO ME ENTRISTECI POR PERCEBER A POSSIBILIDADE DE TER QUE APOSENTAR NOVAMENTE, MAS DEUS SABE DE TODAS AS COISAS, PORQUE TUDO CONTRIBUI, JUNTAMENTE, PARA O BEM DAQUELES QUE AMAM A DEUS.
MESMO ASSIM, CONTINUO COMPONDO E CLAMANDO A DEUS PARA ME DAR FORÇA E GRAÇA PARA EU SUPERAR ESSE ESPINHO EM MINHA CARNE E TER CONDIÇÕES FÍSICAS E FINANCEIRAS DE GRAVAR MEU TERCEIRO CD. ESTOU ORANDO A DEUS E PEÇO O APOIO DE TODOS.
ESPERO QUE ESSE SIMPLES TESTEMUNHO VENHA EDIFICÁ-LOS E SIRVA DE MOTIVAÇÃO PARA AQUELES QUE SE SENTEM INCAPAZES DE VENCER. LEMBREM-SE: DEUS É QUEM NOS CAPACITA.

DEUS ABENÇOE A TODOS.


CONTATOS PARA CONVITES:
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DEPOIMENTO

ESTER CLARA | 25/07/2011

OI SOU A ESTER TENHO 20 ANOS SOU CADEIRANTE HÁ 10 ANOS.TENHO DISTROFIA MUSCULAR PROGRESSIVA DO TIPO MIOPATIA CONGÊNITA,NÃO SEI MUITA COISA SOBRE ESSA DOênça.ESTUDO NO IFPI FAÇO CURSO TECNICO EM ADMINISTRAÇÃO GRAÇAS A DEUS QUE LÁ É ACESSIVEL.PARTICIPOU DA ASSPCIAÇAO DOS CADEIRANTES DE TERESINA É MUITO BOM LÁ TOMAMOS CONHECIMENTO DOS NOSSOS DIREITOS,E PODEMOS CONSEGUIR MUITAS COISAS UNIDOS.A MINHA HISTÓRIA É MUITO SIMPLES COMO VCS ESTAM VENDO.BUSCO VIVE MINHA VIDA CONQUISTADO MEU ESPAÇO NA SOCIEDADE QUE EU VIVO,CLARO É DIFICIL COMO TUDO NESTA VIDA MAS NÃO IMPOSSIVEL QUANDO QUEREMOS CRESCER NESTA VIDA.VCS LEITORES E CADEIRANTES COMO EU VAMOS A LUTA SEMPRE POIS SE TEMOS DEUS DO NOSSO LADO NINGUÉM PODERA NOS DETER.ABRAÇOOOOOOOOOOOOOOSSSSSSSSSSSSSSSS A TODOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS,BEIJOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS..................ESTER

eu tenho dois sobrinho que preçisa de ajuda

ana maria da silva | 20/07/2011

o nome deles e taina e cauan eles nao tem ajuda de niguem as vezes passam fome o pai deles esta preso na delegacia de nova iguaçu eu nao posso fiquei fica com eles eu to doente tambem a mae deles no lugar muito pobre por isso que eu estou escrevendo eu nao quero ver eles enrta na vida erra sam duas crianças peço ajude essas crianças ate uma vida dguina da um enprego a mae delas meu coracao fica muito por eu nao pder ajuda porgue estou doente se voces poderem me ajuda eu agradeço muito meu telefone e 26988590

Re: eu tenho dois sobrinho que preçisa de ajuda

Zilmara Rodrigues | 26/07/2011

Entrega teu caminho ao SENHOR; confia nele,e o mais ele fará.
Ele vai te ajudar a sair desse sufoco,ele vai te dar a vitória.!

um pouco de minha historia!

Hildemar | 16/06/2011

meu nome é hildemar,assim como nosso amigo (Joaquim),tambem sou policial militar,tenho 38 anos,casado com benedita a 17 anos, dois filhos aos quais amo de coraração.fui alvegado por um disparo de arma de fogo numa note de sexta-feira 01/02/2002,quando fazia um "bico" de seguraça em um bar no centro de teresina.três elementos passaram por mim de bicicleta e efetuaram os disparos,o tiro atingiu-me no ombro esquerdo transversalmente,atingindo meus dois pulmões e o projeto aloujou-se em minha coluna a nivel T4,T5; deixando-me paraplegico imediatamente.na hora do acontecido,vi passar como se fosse um file de toda minha vida...dizem que é isso que acontece quando se esta entre a vida e a morte...a luta do bem contra o mal.lembrei de meus filhos que ainda eram muito pequenos na época,fiquei com muito medo de perde-los para sempre,deixar minha esposa desanparada e criar sozinha dois filhos...sei que não iria ser facil pra ela.fui socorrido,passei um mês e 15 dias internado sendo 15 na UTI,os medicos diziam a minha familia que minhas chances de vida eram minima, pois tive outra complicações...mas graças a DEUS escapei com vida...por outro lado fiquei paraplegico,na é poca tinha 29 anos,hoje tenho 38 dos quais mais de 9 anos preso a uma cadeira de rodas.mas a vida continua e bola pra frente! um forte abraço a tidos vocês!! Deus dá o fardo na medida que a gente possa aguenta!!!

MINHA HISTÓRIA

JOAQUIM NETO | 28/05/2010

MINHA ESTÓRIA

Meu nome é Joaquim Neto, soldado da Polícia Militar do Piauí, 30 anos, casado, foi assim que me tornei um cadeirante. Vinham pela BR343, tranquiidade total quando cheguei na curva da raposa entre Campo Maior e a cidade de Altos, um domingo, trânsito calmo, nenhum veículo desfilando, até o momento de uma ultrapassagem depois da curva por um ônibus e um outro veículo vinha de frente para mim, luz alta para o motorista da Mercedes e nada.
Minha opção era morrer ou morrer na frente daquele veículo, optei por desviar para o mato e dar de encontro com umas árvores. Todos aqueles homens e mulheres ali na platéia sombria pareciam aos meus olhos seres apagados ou habitantes de outro mundo, criaturas sem voz nem movimento, e eu sentindo-me prisioneiro como se algum perverso e tão sacrilégio tivesse acontecido, e realmente aconteceu.
Dezenas de olhos estavam fitos naquele palco luminoso do sol em meu rosto e por onde quer que eu olhe via somente aqueles matos. Minhas pernas não obedeciam ao cérebro e não entendia a luz circular do farol da moto iluminado aquilo que eu não queria enxergar.
Neste instante um só corpo, um só homem como se fosse todo feito de asas angelicais ou apenas nervos metia-lhe as mãos em meus bolsos a procura do telefone celular. A respiração ruim e ofegante matava-me naquele instante.
Há momentos em que o som dos pulmões parece passar despercebido, mas não para mim naquele momento sentindo uma enorme dor no lado direito do corpo. Buscava o ar numa enorme qualidade e profundidade como um ser humano tanto precisaria naquele instante.
O ar está pálido à luz de cálcio me tudo que minha vista alcançava. Parecia um meio cadáver deitado sob aquela luz solar do meio-dia. Mas mesmo assim uma fonte de vida, de medo, de sugestões pesava no silêncio grave e parado daquelas pessoas torcendo para que o ar soprasse em minhas narinas e eu não dormisse o sono eterno.
Lamentavam-se alguns por ser muito jovem. Eu ali deitado em meio aquele conflito com a morte em busca da vida. A música dos ventos nas árvores parecia escrever no ar estas palavras em doloroso destino.
Procurei levantar-me mais a região abaixo de minha cintura não obedecia a meus comandos cerebrais e minha felicidade conformava-se por pensar em ter quebrado minhas duas pernas e em meio ao mais profundo abismo da desolação e da dor, uma ponta de esperança varria meus pensamentos.
Não sei, pois, para mim e para os demais, senão uma fratura nas pernas, não fosse o mais grave, minha coluna vertebral. Será então preciso que o destino buscou justamente em mim mesmo o meu ponto de apoio. Por quê?
Fora de minha pessoa pensar em ter sido a coluna vertebral, minha medula espinhal, mais eu não encontrava a quem me amparasse e me dissesse. A solidariedade daquelas pessoas anônimas e de os outros se misturavam aos sentimentos de uma espécie não serviriam senão para deixar malferido o meu coração.
Pois que assim seja, então! Num dado momento as mãos dos médicos me imobilizaram. Depois cair com uma dor profunda nas costa como duas asas cansadas.
Mas de súbito, ágeis e fúteis, começaram a brincar comigo dentro da ambulância. A vida é alegre e você sairá dessa, diziam aquelas figuras acelerando o veículo.
A melodia, no entanto, mudou de tom e um som de sirene tocava meus tímpanos numa canção superficial e grave, que não consegui esconder o desespero que tumultuava nas profundezas da minha mente. Não obstante, o claro jogo da vida continua.
A música saltitante das sirenes esforçava o desespero e a preocupação em manter minha alma aprisionada em meu corpo. É como uma dança pueril em cima duma sepultura.
Mas de repente, rompiam-se as portas da ambulância e diante de mim descortinava-se vaporosa e ilusória uma melodia agitada de desespero de minha esposa e amigos. O meu rosto ao ver aquelas pessoas começou se se transfigurar.
As minhas mãos galopam agitadamente sobre a dor do meu pulmão direito era como cavalos selvagens. Os sons daquela máquina subiam no ar e enchiam meus ouvidos e para cada uma daquelas pessoas aquilo tinha uma significação especial, contavam uma história diferente.
Quando o médico arrancou os últimos Raios-X que desenhava minha coluna vertebral e uma lesão entre T12/L1, as luzes se acendiam e minha vista desaparecera numa imensa escuridão.
Por alguns rápidos segundos há como que um hiato, e dir-se-ia que os corações param de bater. Silêncio. A anestesia. Eu estava à tona da vida. Desapareceu o mundo mágico e circular formado pela luz do refletor na sala de cirurgia.
O médico estava agora voltado para a que eu voltasse a viver, sorrindo lividamente, como se eu fosse um ressuscitado. O fantasma da morte foi exorcizado. Rompiam os aplausos da platéia que torciam por mim, sei lá aonde, só sei que tinha alguém torcendo por mim.
Parece um sonho... Um teatro dentro de uma realidade tão real. Pessoas finas, bem vestidas, perfumadas, os homens de branco, as mulheres com vestidos e jalecos todos parados, olhando param mim naquela UTI e eu respirando, dominados pelos olhos daquelas pessoas.
Ali está eu estava deitado, sentindo-me pequeno, todo encurvado, boca entreaberta, com um ar pateta ao saber que estava paraplégico. Como fica ridículo o momento que cada um decide então dar a triste notícia. A enfermeira tinha as mãos, aquelas mãos brancas, esguias e ágeis.
E como a música daquele aparelhinho chato apitando insistentemente era difícil demais para eu compreender, sua atenção borboleteiam, meus pensamentos, as minhas mãos compridas de homem diminuíam e encolhiam, e de novo eu voltava a ser um bebê de talvez quatro meses que acaba de fazer uma descoberta maravilhosa: cadê minhas pernas?
O que aconteceu que estão anestesiadas? Deitado no leito, com os dedinhos dos pés meio murchos diante dos meus olhos parados, eu contemplava horrivelmente aquela coisa misteriosa, aquele misto de morto-vivo, pois para meu espanto, mexer os dedos dos pés, com os olhos sempre fitos nas mãos... Fazia-me voltar ao alegre passado.
Lembrava-me daqueles doces tempos em que eu sentia o frio, o calor e a dor. Depois, eu perguntava a coitada da enfermeira, onde tinha perdido meus passos onde eu encontraria um lugar uma fábrica que fizesse eu voltar a andar, a caminhar a toa o dia inteiro.
Os olhos cheios de lágrimas, braços arranhado e vermelho e a volta ao passado. Como foram longos e duros aqueles minutos naquela UTI. Meu cabelo caia sobre a testa, meus ombros dançavam, as mãos dançavam... Quem diria que minhas pernas ali estariam inertes.
Nunca mais poderia andar descalço brincar na água do rio Marataoan, correr atrás da bola no futebol, um sinal breve com a mão, ao passo que meu sorriso se foi com meus passos.

Testemunho

Abraao presilius | 18/05/2010

Amados, Irmãos e amigos estou contando este testemunho para provar a vocês que o meu Deus é fiel, poderoso, faz milagres e maravilhas hoje e sempre e com certeza fará na sua vida também.
Por maior que seja os seus problemas, por pior que esteja a sua situação, Deus tem algo especial preparado para você. Você não está sozinho, basta acreditar e ter fé, sabe porque? Tudo posso, naquele que me fortalece.
Nasci num lar evangélico na cidade de Guaraparí - ES em 02/07/1974, uma criança linda cheio de saúde. Claro né,pois sou eu o ator do testemunho.
Desde meu nascimento até a idade de15 anos freqüentei a igreja que meus pais freqüentavam mais como as maiorias dos jovens querem viver algo diferente, assim fui eu. Afastei-me da igreja e comecei a freqüentar bares festas e etc. Nisso comecei a beber, fumar e a não obedecer mais meus pais.
No decorrer da juventude conheci uma bela menina chamada Jakeline. Namoramos vários anos e por minha sorte ela não gostava de cigarro e nem de bebidas alcoólicas (olha Deus já trabalhando em meu favor), e foi com essa menina que Deus colocou no meu caminho que me casei, tendo com ela uma linda menina que pusemos o nome de Nathália.Minha esposa na época do nascimento da minha filha não era do Lar evangélico, mas assim mesmo permitiu que nossa filha fosse apresentada a Deus numa igreja evangélica.Depois que minha filha foi apresentada a Deus pelo pastor,que por sinal é meu pai, senti uma vontade imensa de aceitar a cristo com meu único e verdadeiro Deus. Mais o mundo parecia falar mais alto no meu coração, então deixei passar mais uma oportunidade. Passaram-se vários anos longe de cristo, mais o Senhor sempre permaneceu ao meu lado me livrando de acidente e até mesmo da morte por varias vezes. Lembro-me de uma vez, em que fiquei com um revolve apontado à cabeça por aproximadamente 4horas(um momento de tensão e medo). Então prometi ao meu Deus em pensamento que se me livrasse das mãos dos seqüestradores, iria no outro dia bem cedo procurar a igreja onde freqüentei por mais de 15 anos e levantaria minha mão, prometendo-lhe servi-lo até a sua volta,mais não foi isso que aconteceu. No outro dia fiz de conta que nada tinha acontecido e que nada havia prometido.

"As coisas que olho não viu o ouvido não ouviu e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam”.

Se passaram mais quatro longos anos de esquecimento do que eu havia prometido a Deus, e no dia 27/11/2004 mais uma vez me deparei com outra situação das piores que um ser humano poderia passar. Minha esposa e "EU" ficamos no meio de um fogo cruzado entre bandidos rivais, e para minha infelicidade fui atingido por uma bala perdida que me fez cair ali mesmo praticamente sem vida.
Vida e morte sem salvação, muito sofrimento e desespero da minha família.
Fui socorrido por minha esposa e amigos que estavam na rua no momento do acidente (a quem tenho muita gratidão). Dei entrada em um hospital da cidade , e foi aí que começou minha luta pela vida.
Ninguém sabia que a 4 anos atrás eu havia prometido que seria um servo de Deus, mais não cumpri o chamado de Cristo para minha vida. Mais Deus em sua infinita misericórdia ouviu a oração da igreja que pedia a meu favor, pois ali naquele CTI estava um filho de crente desviado e que se morresse, morreria sem salvação.
Fiquei 27 dias em coma, 98 dias no respirador e 1 ano e meio em cima de uma cama. Sofri muito, e me desesperei por varias vezes. O pior momento pra mim foi quando recebi a noticia que não poderia mais andar. Nesse momento pensei até em morrer, se não fosse o apoio da minha família hoje não estaria aqui para contar a minha historia.
Mesmo hoje, ainda enfrento dias difíceis e angustiantes na minha vida. Mas hoje sirvo a um Deus vivo q tem me dado forças e tem me capacitado muito para que eu possa suportar e superar os obstáculos que a vida nos reserva.
Sou uma pessoa completamente apaixonada por Deus e essa paixão gerou em mim muita fé, amor e esperança...Tudo isso é que tem me sustentado, me mantendo em pé, mesmo diante de algumas circunstâncias que tentem provar o contrário. Hoje posso dizer que conheço o Deus o qual eu tenho crido, e as maravilhas que ele pode fazer à um coração contrito e quebrantado. Ele transformou minha vida, meu jeito de ser, encheu minha casa de paz e alegria, colocou amor pela vida em meu coração. Eu sei que ele tem trabalhado bem quietinho na minha vida a qual ele fará a obra completa. Amo...amo...amooooooooooo servir a Deus...
e você que está lendo este testemunho e que ainda não serve a este Deus,e ainda não fez compromisso com Jesus...pare de perder tempo meu irmão! Aceite a ele ainda hoje de todo o seu coração e alma, e contemplarás as maravilhas dele na sua vida.

Amém !!!

Contato

Tel: 27/3344-4331 ou 27/9912-7527

E-mail: emporio.ibrain.presilius.3@hotmail.com

Orkut: Abraão Presilius

http://www.youtube.com/watch?v=Py3rBjJ9vdo

Um pouco de mim...

Sonia | 17/05/2010

Meu nome é Sonia, tive paralisia infantil aos 9 meses de idade. Passei por muitos momentos em minha tristes e felizes, como qualquer pessoa. Minha mãe nunca me tratou com indiferença, pelo contrário, me tratava igual a todos os meus irmãos e irmãs.Agradeço a ela tudo que sou hoje.Com dificuldades e ajuda de minha mãe, consegui terminar o segundo grau. Trabalhei fora, hoje estou aposentada. Tive alguns namorados, tenho uma filha maravilhosa. Minhas pernas saõ minhas cadeira de rodas que me leva onde quer que eu vá. Procuro viver a vida, enfrentando qualquer obstáculo que possa parecer na minha frente.Apesar de tudo sou FELIZ....Nunca desista de seus sonhos, temos limitações? sim... ,mas não que não possamos superar

MINHA HISTÓRIA

CLARA VIRGÍNIA | 16/03/2010

OLÁ TUDO BEM?EU SOU A CLARA VIGÍNIA,SOU PORTADORA DE PARAPLEGIA TRAUMÁTICA DEVIDO A UM ACIDETE DE MOTO EM 21-07-2002.SOFRI UMA LESÃO MEDULAR CLASSIFICADA COMO "AISA",NIVEL NEUROLOGICO "T4".
APESAR DE MINHAS DIFICULDADESBEU ME CONSIDERO UMA PESSOA MUITO FELIZ,TENHO UMA VIDA ATIVA,NAMORO,SE TENHO VONTADE DE SAIR EU SAIO,VOU PARA AS BALADAS,E UMA COISA QUE NÃO ABRO MÃO É DA MINHA APARÊNCIA,NUNCA JAMAIS DEIXEI QUE O DESANIMO ME DEIXE PARA BAIXO,SÓ ANDO ARRUMADA E COM CERTEZA MAQUIADA,SOU BASTANTE ALEGRE.QUANDO PASSAMOS POR UMA DIFICULDADES DESSAS,OU SEJA,UMFATO ONDE TODOS ESTÃO SUJEITO APASSAR,TEMOS UMA LONGA MARATONA PELA FRENTE,NO INICIO É MUITO DIFÍCIO,PORQUE VOCÊ TEM QUE APRENDER SE DAR COM SEU NOVO CORPO,AO PASSAR DO TEMPO,CADA DIA VOCÊ VAI DESCOBRINDO ALGO A SEU FAVOR OU NÃO,ENTÃO VOCÊ PEGA TODOS SEU PONTOS POSITIVOS E VOUTA A VIVER NA MEDIDA QUE VOCÊ PODE,AGORA PARA QUE ISSO DER CERTO VOCÊ TEM QUE FICAR BEM COM VOCÊ MESMO,NADA DE DESANIMO.
ENTÃO É ISSO EU SOU PARAPLÉGICA,MAIS EU VOU NA FESTAS,EU PARTICIPO DE BLOCOS DE CARNAVAL,EU VIAJO COM AMIGOS,SOBRE O NAMORO É DIFICÍL UM POUCO PORQUE QUENDO VOCÊ COMEÇA UMA RELAÇÃO,VOCÊ TEM QUE SER CINCERA,VOCÊ TEM QUE FALAR SUAS DIFICULDADES,AI VAI DA PESSOA,SE ELA LHE ACEITA COMO VOCÊ É OU NÃO,SE NÃO,ESSA PESSOA NÃO É CAPAZ DE AMAR E UMA PESSOA ASSIM É QUE EU CINSIDERO O VERDADEIRO "DEFICINTE",GRAÇA ADEUS COMIGO DEU TUDO CERTO EU JÁ NAMORO Á 2 ANOS E DOI MESES E O MEU NAMORADO É UMA PESSOA MARAVILHOSA.
DENTRO DE CASA EU SÓ NÃO LAVO ROUPA E LIMPO ACAS,MAIS EU LAVO LOUSA E FAÇO ALMOÇO ENQUANTO MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS TRABALHAM.
AGORA NO MOMEMTO MEU OBJEYIVO É IR PARA ALEMANHA FAZER MAU TRATAMENTO COM CÉLULAS-TRONCO,SONHO E TENHO FÉ EM "DEUS" QUE UMA DIA EU CONSEGUIR,SÓ MEM PENSRA QUE UM DIA QUE EU POSSO FICAR EM PÉ SEM O AUXÍLIO DAS ÓRTESES É MUITO GRATIFICANTE PARA MIM E MINHA FAMÍLIA.
ENTÃO É ISSO,ESSE É UM RESUMO DO POUQUINHO DA MINHA VIDA.
ESSE PENSAMENTO ABAIXO,EU PROCURO SEMPRE FALAR PARA MIM MESMA E REFLETIR.
"O IMPORTANTE DA VIDA É LUTAR,NÃO SÓ PRAR CONSEGUIR O QUE DESEJA,MAIS PARA TER TODA CERTEZA QUE TODA TENTATIVA FEITA CO AMOR É VÁLIDA, LUTO PELO MEU IDEAL,PORQUE SEI QUE TENHO CAPACIDADE DE CONSEGUIR TUDO O QUE QUERO E TER MINHA VIDA CHEIA DE FELICIDADES".

"CLARA VIRGÍNIA"

tetrapregico

Érico ribeiro | 07/03/2010

oi meu nome é Érico quero conta um pouco da minha história em janeiro de 2006 comecei fazer um curso de eletricista predial mas o que eu não sabia o que realmente iria me acontecer porque no dia 04/03/2006 fomos todos coloca em pratica o que aprendemos nas aulas teoricas mas o pior d tava por vim porque após fazemos algumas intalações em uma comunidade quilombola que fica proximo a amarante aqui no piaui fui com outros amigos toma banho em um riacho onde eu fui mergulha e onde fui vitima de mergulho em agua rasa na hora que bati a cabeça num banco de areia é fiquei tetrapregico em mediato onde ja caminho com essa problema a 04 anos.mas hoje vivo com a esperaça de fazer uma cirugia de terapia de células tronco na alemanha em dusseldorf mas pra esse sonho se realiza conto com a solidariedade de todos.
quem se sensibiliza com minha história e quizer ajuda é contribuir com doações nesta conta.
agencia:1987
operadora:013
conta:70160-4
caixa economica federal.
mas informações:086/88568406 ou 81142374
nunca se esqueça a esperança e a ultima que morre!!!

resumo de minha Vida!

Vanderléia Gimenes Ferreira | 06/03/2010

Eu tive pólio quando estava com 1 ano e 2 meses e só me lembro realmente de todas as dificuldades quando estava com 12 anos. Até então eu usava cadeira de rodas e minha vida era até divertida mas percebia uns olhares diferentes e como era uma criança nem dava bola. Foi então que fiquei um ano internada em curitiba na A.P.R para tratamentos e de lá eu sai usando aparelho ortopédico e andando sozinha.
lembro que foi uma felicidade sem fim, mas eu estava me tornando uma mocinha e dai por diante eu ia a escola sozinha, saia sozinha e tinha muitos amigos que me aceitavam do jeito que eu era. Mas era na calada da noite que a solidão apertava. ficava ali com meus pensamentos me perguntando porque justo comigo! Porque eu tinha que ser daquele jeito? sofria ainda mais quando eu me apaixonava e num era correspondida, e muitas vezes os rapazes chegavam até a mim e só queriam ¨ficar¨, nada de compromisso. A vantagem que tinha é que as pessoas me achavam muito bela e inteligente, mas lá no meu intímo eu pensava assim: preferia ser uma bruxa mas andar sem apoio algum!
Sinceramente falando eu fui muito feliz, sou feliz! Tive muitos namorados mas eu sabia que num era nada sério.
Eu detestava a noite, pois era nessas horas que a amargura me agarrava e tinha vezes que chorava a noite inteira..mas consegui terminar meus estudos, me formei em educaçao infantil, graças a Deus ele colocou um homem maravilhoso em meu caminho( Isalino Martins Ferrreira) que me apoia e me aceita do jeitinho que sou! tive dois filhos lindos e perfeitos(gabriel de 11 anos e Adrielly de 3 anos) mas claro que teve preconceito, claro que tive que escutar muito, claro que passei muita raiva, claro que tudo sempre foi mais difícil, tive que escutar muito e os conselhos eram pra nao casar, que eu nunca poderia ter filhos, que eu nunca faria um homem feliz e realizado. Mas tudo foi diferente, nao me abati diante das queixas e reclamações, segui em frente e consegui realizar meus sonhos. Hoje eu superei mais um obstáculo em minha vida, decidi participar de um time de handeboll e tá sendo maravilhoso!
Sei que vou lidar com preconceitos até o fim de minha vida, mas isso é apenas um detalhe e isso eu deixo pra me preocupar amanhã e assim sucessivamente.
A vcs que tem alguma dificuldade, alguma limitação, deixo o meu incentivo e meu apoio, sofrer na vida é apenas uma consequência e todos passam por isso, mas se foque numa meta: lutar e nunca desistir!!

Re:resumo de minha Vida!

Sonia | 17/05/2010

Acho que somos parecidas na história.Não quiz entrar em tantos detalhes. mas sua história parece com a minha.
Vc tem orkut?
Me add caso vc tenha...
É nanda_sonia@hotmail.com
é meu MSN tbm..me add
poderemos conversar e trocar
idéias
Bjssss ♥

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